Cultura

Museu Nacional arde; A perda é incalculável

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Pegou fogo ontem à noite, e lambeu todo, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Ligado à UFRJ, fundado em 1818 por dom João VI, era a instituição científica mais antiga do país. Nenhum ministro foi à festa de 200 anos, em junho, e o último presidente a botar os pés na instituição foi Juscelino Kubitschek. Com sua verba anual mínima de R$ 520 mil reduzida a R$ 300 mil, o Museu precisava de um aporte de R$ 300 milhões investidos em ao longo de uma década para sua total restauração. O prédio incendiado foi o Palácio Imperial brasileiro, onde se criaram dom Pedro II e seus filhos, incluindo a princesa Isabel. Lá foi assinada a Independência do Brasil, em 1822, e lá se realizou a primeira Assembleia Constituinte da República, entre 1890 e 91. O incêndio provavelmente levou embora peças importantes que estavam em exposição. O mais antigo fóssil humano das Américas, Luzia, com aproximadamente 11.500 anos. O esqueleto também fossilizado de um Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte montado no Brasil. A primeira — e melhor — coleção de múmias egípcias da América Latina. Trajes centenários de índios brasileiros. Além de incontáveis peças de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, arqueologia e etnologia.

Com o incêndio já controlado após seis horas de combate, os bombeiros puderam ao menos observar o hall de entrada. Bendegó, o maior meteorito já encontrado no país com mais de 5 toneladas, sobreviveu intacto. (Globo)

O prédio aparentemente está de pé. O incêndio começou a ser controlado às 3h desta madrugada, após seis horas de combate. Os bombeiros encontraram dificuldades de cara, ao constatar que os dois hidrantes próximos estavam sem água. Precisaram bombear de um lago nos jardins. A Defesa Civil ainda precisará esperar as paredes esfriarem para avaliar o quanto as estruturas resistiram. O BNDES já havia reservado uma verba de R$ 21 milhões para obras de prevenção de incêndio. (Globo)

Este não é um incêndio com partido político. O Museu teve de fechar as portas, em 2015, por falta de verbas para o pagamento dos funcionários, em pleno governo Dilma. E uma reportagem da GloboNews, este ano, mencionava o drama da falta de verbas.

About the author

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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